Redes digitais trazem novos desafios aos artistas

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“Os músicos portugueses deveriam aproveitar melhor as redes sociais para se promoverem nos mercados hispânicos” – Zé Pedro, see Xutos e Pontapés.

 

O futuro da Indústria da Música foi o tema em debate no Tech’i Talk – conversas ao final da tarde – promovido, dia 28 de maio, pela Associação Multimédia (APMP) em parceria com a ETIC.

A animada conversa contou com a participação de Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés), Tiago Dias, dos Amor Electro, e do moderador David Benasulin , da N-Music.

David Benasulin começou por introduzir o tema, evidenciando “a importância da maior facilidade de acesso às redes e plataformas digitais, explicando que em Portugal existem 2,6 milhões de pessoas que utilizam regularmente a banda larga móvel”. Contudo, David Benasulin insurgiu-se contra o “conceito de celebridade instantânea, permitido pela profusão das redes sociais na área da música, que acaba por subverter o caminho traçado por alguns jovens talentosos, que não chegam a adquirir a necessária experiência facultada pelo contacto com o mundo real”.

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Conversador nato e detentor de uma cultura musical atualizada e abrangente, Zé Pedro (Xutos e Pontapés) falou na perspetiva de músico consagrado, referindo que “as plataformas digitais trazem uma responsabilidade acrescida para todos os músicos, incluindo para os mais experientes, pois os artistas estão permanentemente a ser monitorizados, escrutinados e comentados; não podem falhar um milímetro que seja em ocasião alguma”.

Para este músico português, “atualmente a grande força de um artista está nas atuações ao vivo; é daí que advém o seu rendimento e de toda a estrutura que o suporta. Os espetáculos, que são também essenciais para assegurar o historial e a longevidade das bandas, assumem-se como prioritários, sendo necessário criar permanentemente uma forte apetência para os mesmos junto do público. E as redes sociais apresentam-se como uma ferramenta ideal tendo em vista esse objetivo”. Na opinião deste elemento dos xutos e Pontapés, “as redes sociais deveriam ser melhor aproveitadas pelos músicos nacionais para se promoverem no estrangeiro, especialmente nos mercados hispânicos, incluindo Espanha e América Latina, onde – ao contrário do que se passa no espaço anglo-saxónico, mais fechado – há potencial de crescimento para a música portuguesa”.

Por seu turno, o promissor músico Tiago Dias (Amor Electro) considerou que “a Internet traz vantagens inegáveis, especialmente ao nível da promoção dos novos artistas. A grande questão consiste, no entanto, em encontrar uma fórmula que garanta os direitos dos autores e permita satisfazer as necessidades dos consumidores”. Além disso, continuou Tiago Dias, “as redes sociais vieram estreitar os laços e o contacto entre os artistas e o seu público. Eu utilizo as redes sociais, especialmente o Facebook, para promover a minha banda. E até já marcámos muitos concertos através do Facebook”.

Tópico importante e atual é também a associação de marcas comerciais aos artistas e aos eventos musicais. Para Zé Pedro, “trata-se de um fenómeno positivo e proveitoso para todas as partes, contribuindo igualmente para a promoção da cultura musical”. Na opinião de Tiago Dias, “uma marca com força no mercado pode ser um poderoso aliado dos artistas, potenciando a sua progressão e divulgação”.

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